O ministro para Cooperação para o Desenvolvimento Internacional e Comércio Exterior da Suécia, Benjamin Dousa, afirmou nesta sexta-feira (6), em São Paulo, que o governo sueco tem defendido de forma contínua a conclusão do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. A declaração foi feita durante o Diálogo Empresarial Brasil-Suécia, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Segundo Dousa, Estocolmo trabalha para aprofundar os laços econômicos entre a Europa e a América Latina e apoia um pacto econômico mais estreito entre as duas regiões. Na avaliação do ministro, o entendimento entre Mercosul e UE representa um marco na política comercial europeia e pode abrir caminho para uma etapa mais profunda de integração econômica.
Dousa afirmou que o acordo tende a tornar o comércio mais previsível, com regras e padrões mais claros, ao reduzir barreiras e ampliar o acesso a mercados. Ele também atribuiu peso geopolítico ao entendimento, ao considerar que o pacto sinaliza uma escolha pelo livre comércio em um momento de contestação à agenda de abertura em diferentes partes do mundo.
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Ao tratar da relação bilateral entre Brasil e Suécia, o ministro destacou três pilares. O primeiro é a parceria estratégica firmada em 2009, que reúne áreas como educação, saúde, mineração, cidades sustentáveis e bioeconomia. Ele citou ainda a assinatura recente de um novo plano de ação pelos chanceleres dos dois países para atualizar a cooperação.
O segundo pilar, segundo Dousa, é o econômico. Ele lembrou que mais de 250 empresas suecas atuam no Brasil, entre grupos tradicionais, como Ericsson e SKF, e novos investidores, como a H&M. O terceiro pilar envolve conexões entre pessoas e instituições, com agências, universidades e companhias atuando em projetos de inovação.
Como exemplo de cooperação industrial, o ministro citou o programa do caça Gripen, com participação de Saab e Embraer, e mencionou a decisão sueca de adquirir o cargueiro C-390 Millennium, também da Embraer. Dousa acrescentou que empresas suecas instaladas no Brasil podem apoiar a implementação de metas climáticas nacionais com tecnologias voltadas à redução de emissões em setores como transporte, indústria, energia, mineração, agricultura, construção e gestão de resíduos.
Ao concluir, Benjamin Dousa afirmou que a relação construída entre Brasil e Suécia ao longo de 200 anos de relações diplomáticas cria base para ampliar comércio, investimentos e cooperação em inovação, com a defesa da conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia como um dos pontos centrais dessa agenda.
Fonte: Estadão Conteúdo
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