O dólar operava em alta no mercado à vista na manhã desta quarta-feira (14), em movimento alinhado à valorização moderada da moeda norte-americana frente a outras divisas principais e algumas emergentes ligadas a commodities. O mercado também monitorava a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o CPI, indicador visto como referência para as próximas decisões de juros do Federal Reserve (Fed).
Por volta das 9h30, o dólar à vista atingia máxima de R$ 5,0400, com alta de 0,39%.
Além do câmbio, os juros futuros também subiam. A curva de taxas refletia o avanço do petróleo e a cautela com a disputa presidencial no Brasil. Os investidores acompanhavam ainda a divulgação da pesquisa Quaest e a possibilidade de votação, no Senado, da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
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No cenário externo, a expectativa pelo CPI dos Estados Unidos concentrava a atenção do mercado. O indicador deve orientar as apostas sobre os próximos passos do Fed em relação aos juros.
Entre os fatores acompanhados pelos investidores, o petróleo operava em alta, em um ambiente de maior atenção geopolítica após a informação de que um navio de carga afundou no Estreito de Ormuz depois de atingir uma mina naval, segundo a Guarda Revolucionária do Irã.
No Brasil, os dados de serviços vieram abaixo das projeções. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados caiu 0,1% em agosto ante julho, enquanto a mediana das estimativas apontava alta de 0,5%. Na comparação com agosto de 2025, houve avanço de 0,6%. O setor acumula crescimento de 1,7% no ano e de 2,2% em 12 meses. A receita bruta nominal avançou 0,2% ante julho e 6,1% em relação a agosto do ano passado.
O início do dia foi marcado pela combinação entre avanço do dólar, alta dos juros futuros, petróleo em valorização e expectativa pelos dados de inflação nos Estados Unidos, em um ambiente de cautela também influenciado pelo cenário político doméstico.
Fonte: Estadão Conteúdo
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