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Campo Grande registra alta nos casos de doenças respiratórias e sistema de saúde começa a sentir impacto

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Em Campo Grande, unidades de saúde e hospitais vêm registrando um aumento no atendimento de pessoas com sintomas respiratórios, especialmente de gripe e outras infecções que circulam com mais frequência neste período do ano.

Dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Campo Grande (CIEVS-CG) mostram que, entre janeiro e abril de 2026, foram registrados centenas de casos de síndromes respiratórias, mesmo que os números ainda não tenham superado os do mesmo período de 2025. Ao todo, já são mais de 500 notificações de síndromes respiratórias agudas na Capital.

Entre os vírus identificados estão rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR), influenza A e B, além de casos de COVID-19 e outros agentes que provocam infecções respiratórias.

Por que os casos aumentam agora?

Especialistas explicam que a chegada do outono e o início da queda nas temperaturas favorecem a transmissão de vírus respiratórios, porque as pessoas tendem a ficar mais em ambientes fechados e com menos ventilação — condições que facilitam o contágio. Além disso, práticas preventivas, como o uso de máscaras ou higiene frequente das mãos, não são amplamente adotadas pela população, o que contribui para a disseminação dos vírus.

Crianças são as mais afetadas

O grupo mais atingido pelos quadros respiratórios são as crianças, principalmente as menores de cinco anos, que representam grande parte das notificações. Isso se deve, em parte, à maior proximidade nas escolas e menor adesão a medidas de higiene, o que facilita a propagação dos agentes infecciosos.

Sistema de saúde sob pressão

O aumento de atendimentos, especialmente nas unidades pediátricas, já é percebido no sistema de saúde, que enfrenta dificuldade para acomodar a demanda. Segundo médicos, a cidade dispõe de um número de leitos bem abaixo do ideal para atender à população infantil, o que causa sensação de superlotação nas unidades de saúde.

Recomendações de prevenção

Profissionais de saúde reforçam orientações gerais para evitar o contágio e reduzir o risco de casos graves, como:

  • Manter uma alimentação equilibrada e boa hidratação;
  • Higienizar frequentemente as mãos;
  • Usar máscaras em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas;
  • Vacinar-se contra a gripe assim que a campanha estiver disponível para o seu grupo.

A vacinação contra a influenza, em especial, é apontada como uma das principais ferramentas para reduzir casos graves e hospitalizações.

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