A definição da chapa do Partido Liberal (PL) para a disputa ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul movimentou os bastidores da política estadual e pode alterar significativamente os planos eleitorais do deputado federal Marcos Pollon para as eleições de 2026.
Conforme informações que circulam entre lideranças da legenda, o ex-governador Reinaldo Azambuja e o deputado estadual Capitão Contar foram os nomes escolhidos para representar o partido na disputa pelas duas vagas ao Senado. A confirmação oficial é aguardada para os próximos dias, durante anúncio das lideranças nacionais do PL.
A escolha encerra um período de intensa articulação interna e coloca fim à expectativa sobre quem ocuparia a segunda vaga da chapa, disputada principalmente entre Capitão Contar e Marcos Pollon. Enquanto Reinaldo Azambuja era considerado praticamente consenso dentro do partido desde o início das conversas, a definição do segundo nome era vista como uma das decisões mais estratégicas da legenda em Mato Grosso do Sul.
Pollon perde espaço em projeto que considerava consolidado
Nos bastidores políticos, a eventual exclusão de Pollon da chapa ao Senado é vista como uma mudança importante de cenário. Aliados do parlamentar acreditavam que sua forte ligação com o eleitorado conservador, sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua projeção nacional o colocavam em posição privilegiada dentro do partido.
Ao longo dos últimos meses, Pollon intensificou agendas políticas pelo Estado e participou ativamente das articulações visando a disputa senatorial. A expectativa entre seus apoiadores era de que o deputado figurasse entre os escolhidos da legenda para a corrida ao Senado.
Entretanto, pesquisas eleitorais e avaliações estratégicas teriam pesado na decisão da direção partidária. Capitão Contar apresentou desempenho competitivo em levantamentos recentes e manteve elevada visibilidade política desde sua candidatura ao Governo do Estado em 2022, fator que teria influenciado a escolha final.
Quais caminhos restam para Pollon?
Com a provável definição da chapa, Marcos Pollon passa a ter alguns caminhos políticos possíveis para 2026. Entre as alternativas mais comentadas nos bastidores estão a busca pela reeleição à Câmara dos Deputados, a construção de um projeto futuro para o Senado ou até mesmo a participação em outra composição majoritária, dependendo das negociações que ainda ocorrerão até o período das convenções partidárias.
Analistas observam que, apesar de não integrar a chapa ao Senado, Pollon continua sendo uma das principais lideranças conservadoras de Mato Grosso do Sul e mantém influência junto a uma parcela expressiva do eleitorado alinhado à direita.
Além disso, sua atuação em pautas ligadas ao conservadorismo e ao direito ao porte de armas lhe garantiu projeção nacional, fator que pode fortalecer uma eventual campanha à reeleição para deputado federal.
Estratégia do PL para ampliar competitividade
Dentro do partido, a avaliação predominante é de que a composição formada por Reinaldo Azambuja e Capitão Contar busca unir experiência administrativa e forte apelo eleitoral junto ao eleitorado conservador, aumentando as chances da legenda conquistar as duas cadeiras em disputa.
A decisão também demonstra que o PL optou por priorizar critérios de viabilidade eleitoral e desempenho em pesquisas para montar sua estratégia ao Senado, mesmo diante de lideranças que acreditavam ter espaço garantido no projeto.
Com a definição praticamente consolidada, o foco da legenda agora se volta para a construção de alianças e para a organização da campanha de 2026. Já para Marcos Pollon, abre-se uma nova etapa de negociações e decisões políticas que poderão redefinir seu papel no cenário eleitoral sul-mato-grossense nos próximos anos.
Obs.: Até o momento, a composição citada ainda aguarda confirmação oficial por parte da direção nacional e estadual do Partido Liberal (PL).
Da redação
Informações:Morena News
O post Bolsonaro escolhe Reinaldo e Capitão Contar para o Senado em MS apareceu primeiro em Portal PLANEWS MS.











