Marcos Gomes Morais, 32 anos, foi apontado como líder de ataques que resultaram em duas mortes e duas tentativas em julho de 2020 no interior do estado
Marcos Gomes Morais, de 32 anos, recebeu pena de 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão em regime fechado após julgamento no Tribunal do Júri de Dourados. Ele foi considerado o mandante de dois homicídios consumados e duas tentativas ocorridas em julho de 2020 em Mundo Novo. A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e pela Polícia Civil, apontou que o condenado integrava uma organização criminosa que planejava e executava ataques ligados a dívidas e conflitos locais. As vítimas fatais foram Renan Machado dos Santos, 18 anos, e Eliseu Gregório, 37 anos. A sessão durou 11 horas, com início às 9h e término por volta das 20h, incluindo debates, oitiva de testemunhas e interrogatório do réu por videoconferência. A defesa negou a autoria e contestou provas, mas o Conselho de Sentença reconheceu qualificadoras como promessa de recompensa, dissimulação e dificuldade de defesa das vítimas. A materialidade e o vínculo do réu com a organização criminosa foram confirmados.
O julgamento foi realizado em Dourados para “garantir a imparcialidade e a segurança do julgamento”, conforme nota oficial. Em novembro de 2024, outros dois envolvidos no mesmo caso foram condenados, também em Dourados, pelos homicídios qualificados e tentativas entre maio e julho de 2020 em Mundo Novo. A investigação revelou que eles foram contratados por Marcos Gomes para executar Wagner Rodrigo Dobler Wesseling, 30 anos, Adriano Feitosa Machado, 33 anos, Renan Machado dos Santos e Eliseu Gregório dos Santos. Durante as apurações, que envolveram sete pessoas, houve ameaça a autoridade policial detectada em interceptações telefônicas. O julgamento dos dois réus durou cerca de 16 horas. O primeiro, de 41 anos, foi condenado a 33 anos e 10 meses de reclusão pelos crimes de homicídio consumado contra Eliseu Gregório e tentativa contra Adriano Feitosa Machado e Wagner Rodrigo Dobler Wesseling. O segundo, também de 41 anos, recebeu pena de 20 anos e 6 meses de reclusão pelos mesmos crimes contra Eliseu Gregório e Adriano Feitosa Machado. Todos cumprem pena em regime fechado, sem possibilidade de substituição ou suspensão condicional, devido à gravidade e reincidência.
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