Clientes da Energisa residentes nos loteamentos Casa Verde e Cassias, na região do Bairro Monte Castelo, em Campo Grande, exigem a definição de prazo, pela concessionária, para a solução do problema das constantes quedas no fornecimento de energia.
As oscilações, segundo apurado pelos moradores junto aos técnicos da empresa quando estes são acionados para restabelecer o fornecimento, decorrem da falta de manutenção na rede de distribuição.
Equipamentos obsoletos
Eles apontam a necessidade de substituição de transformadores devido à sobrecarga e obsolescência, poda de árvores em caráter emergencial para limpeza da faixa de servidão e a revisão do isolamento da rede primária e secundária.
Na semana passada, as quedas voltaram a ocorrer. Quando acionam a concessionária por meio do aplicativo para smartphone, os clientes recebem a mensagem de “aviso de desligamento emergencial” ou ainda que a Energisa já está a par da falta de energia.
“Há mais de um ano, basta uma ventania mais forte para que ocorram as quedas”, reclama Rogério Romero de Souza, presidente da Associação de Moradores que representa cerca de 250 famílias.
Só “bate” chave
“Apesar destes diagnósticos internos, a concessionária limita-se a “bater a chave” para restabelecer o fluxo, sem executar as melhorias estruturais recomendadas pelas suas próprias equipes de campo”, lamenta Sousa.
De acordo com ele, o Loteamento Costa Verde apresenta uma frequência de interrupções (FEC local) manifestamente superior à média do conjunto de Campo Grande, “evidenciando uma falha de seletividade e proteção da rede que atende especificamente esta região”.
Operação no limite
“Essas situações evidenciam que o sistema de distribuição local está operando no limite de sua capacidade ou em estado de degradação”, diz Rogério, responsável pela formalização da reclamação na Ouvidoria da Energisa.
Primeiro passo
Ele explicou que a reclamação na Ouvidoria é o primeiro passo para que na sequência seja acionada a Agência nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulação do setor elétrico, caso providências imediatas não sejam anunciadas no prazo de 10 dias úteis (a partir de 18 de fevereiro, data da reclamação), conforme estabelecem as normas da agência.
Rogério cita a Resolução Aneel nº 1.000/2021, que estabelece os padrões de qualidade mínimos na prestação dos serviços pela concessionária, ao exigir a apresentação do cronograma de manutenção estrutural para o Loteamento Costa Verde, incluindo poda e troca de equipamentos.
Exige ainda a instalação de equipamentos de medição e proteção adequados para evitar que eventos climáticos menores desativem todo o bairro.
“Formalizamos e documentamos o histórico da negligência da empresa, apontando as falhas críticas de continuidade no fornecimento de energia e na manutenção preventiva”, esclareceu.
Auditoria técnica
“Iremos solicitar auditoria técnica na subestação e nos alimentadores que atendem o Loteamento Costa Verde, visto que a manutenção preventiva de poda e troca de transformadores não está sendo executada conforme o Plano de Manutenção Anual apresentado à Aneel”, explicou Rogério Sousa.
Agems e Concen-MS
Caso a Energisa não anuncie nenhuma providência no prazo de 10 dias úteis, a Associação de Moradores irá formalizar a reclamação na Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul (Agems) e no Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa (Concen-MS).
“Não descartamos, também, propor uma ação civil pública através de nossa associação de moradores, com requerimento de dano moral coletivo, caso providências não sejam tomadas imediatamente”, alertou Rogério Sousa.
Outro lado
Procurada pelo Vox MS, a assessoria de imprensa das Energisa se manifestou por meio de nota:
Sobre a solicitação registrada via Ouvidoria em 18 de fevereiro, relacionada a oscilações e interrupções no fornecimento de energia nos loteamentos Costa Verde e Cássias, a distribuidora informa que a demanda está em tratativa interna, com prioridade.
Paralelamente, equipes técnicas já foram mobilizadas para realizar inspeções na rede de distribuição da região, com o objetivo de levantar, de forma técnica, as manutenções estruturais e possibilidades de melhorias.
As inspeções abrangem a avaliação de carga, transformadores, estruturas, integridade da rede e a necessidade de poda técnica próxima à rede elétrica.
Fonte: Vox MS
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