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Sinais de luta e sangue: brigas eram frequentes entre filho e Nilza, morta a facadas em Coxim

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O marido de Nilza de Almeida Lima apresentou versões diferentes sobre o horário em que o feminicídio aconteceu e alegou brigas frequentes entre a vítima e o filho, em Coxim, cidade distante 239 quilômetros de Campo Grande.

Nilza tinha 50 anos quando foi encontrada morta com uma facada no abdômen, na manhã de domingo (22), em casa. Os suspeitos do crime são o marido, Márcio Pereira da Silva, de 46 anos, e o filho, Gabriel Lima da Silva, de 22.

A PM (Polícia Militar) foi acionada por um vigilante de 48 anos. Ele passava pelo local e foi abordado por Marcio, que pediu ajuda. Na ocasião, Marcio teria dito que a esposa havia sido esfaqueada e solicitou que o vigilante acionasse a PM e o Corpo de Bombeiros.

Assim, a equipe da PM foi até o imóvel onde ocorreram os fatos e encontrou o marido de Nilza, bem como sinais de luta dentro do imóvel. Aos militares, Marcio disse, inicialmente, que a esposa e seu filho permaneceram na casa após uma discussão verbal. Segundo ele alegou, as desavenças entre mãe e filho eram frequentes.

Marcio ainda alegou que, cerca de 40 minutos antes de acionar a polícia, saiu de casa e foi até a residência de sua filha para buscar uma garrafa com gelo.

Ao retornar para a casa, por volta de 4h30 da madrugada, encontrou Nilza caída e pedindo socorro. Naquele momento, Marcio disse que não viu o filho no imóvel. Ele afirmou ter pedido ajuda a um morador que passava pelo local, para que ele acionasse o socorro.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou Nilza deitada em um colchão na sala. Em seguida, os militares constataram o óbito da vítima.

Versão divergente do marido

Diante dos fatos, a Polícia Civil esteve no local, juntamente com a Perícia. Lá, o marido de Nilza teria alterado a versão aos policiais, alegando que o crime teria ocorrido por volta das 20h de sábado (21). Ele apresentou um comportamento agressivo, foi algemado e preso.

Ainda em diligências sobre o feminicídio, uma equipe da PM encontrou o filho da vítima caminhando pela Rua Visconde de Taunai, no bairro Senhor Divino. Quando abordado, Gabriel passou a questionar os policiais sobre o paradeiro da mãe.

Na abordagem, os policiais constataram que Gabriel estava com um corte no lado esquerdo do rosto. O rapaz alegou que a lesão teria sido causada pelo seu pai. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Coxim, onde o caso é investigado como feminicídio.

Nilza é a terceira vítima de feminicídio neste ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro e vitimou Rosana Candia Ohara — assassinada pelo ex-companheiro, em Corumbá. A primeira vítima de feminicídio em 2026 foi Josefa dos Santos. Ela foi assassinada pelo marido, que se matou após o crime, na região de Damacuê, distrito de Bela Vista.

Feminicídios registrados em MS em 2026:

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de janeiro.

Fonte: Midiamax

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