O projeto “Mixi pela Cidade” segue com apresentações gratuitas do espetáculo “MixiCirquinho” em comunidades periféricas e rurais de Campo Grande e região, reforçando a arte como direito e ampliando o acesso cultural a públicos que nem sempre conseguem chegar aos espaços tradicionais.
A circulação começou nos dias 24 e 25 de fevereiro, passando pelo Projeto Socioeducativo Harmonia e Frutos, no Jardim Colúmbia, e pela Escola Municipal Profª Ana Lúcia Batista, no Jardim Paulo Coelho Machado. Agora, a programação continua até sábado (28), com novas apresentações.
Nesta quinta-feira (26), o espetáculo será apresentado na Escola Municipal Dionízio Antônio Vieira, na comunidade quilombola Furnas do Dionísio, em Jaraguari. Na sexta-feira (27), a palhaça se apresenta na aldeia indígena urbana Estrela da Manhã, no Jardim Noroeste. O encerramento acontece no sábado (28), na CUFA, no bairro São Conrado.
O projeto é idealizado pela artista Kelly Figueiredo, criadora da palhaça Mixirica. Segundo ela, a proposta nasceu da necessidade de descentralizar o acesso à arte.
“O que me motivou foi ampliar o alcance do espetáculo ‘MixiCirquinho’ e garantir que essa experiência chegasse a territórios com menos acesso a ações culturais. ‘Mixi pela Cidade’ nasce como um movimento de expansão e democratização cultural”, afirma.
Circo portátil e valores humanos
Com duração de 40 minutos, o espetáculo apresenta a palhaça Mixirica e sua amiga Mixipulga em um picadeiro portátil que recria o universo do circo clássico com números de equilíbrio, saltos e mágicas improvisadas. Mais do que entretenimento, a narrativa trabalha valores como amizade, empatia, respeito às diferenças e resolução de conflitos por meio do diálogo.
Classificada como livre, a montagem atende até 100 crianças por sessão, sempre com entrada gratuita.
Entre os territórios contemplados está a comunidade quilombola Furnas do Dionísio, onde o educador e pesquisador Vanderlei dos Santos destaca a importância da presença cultural em espaços tradicionais.
Segundo ele, iniciativas como essa devem ser construídas com escuta ativa. “Essas comunidades já têm voz. Não é fazer por eles ou para eles. É fazer com eles”, pontua, defendendo políticas culturais permanentes e não apenas ações pontuais.
Política cultural e formação
O projeto conta com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura (MinC) e edital da Fundac, da Prefeitura de Campo Grande.
Para Kelly Figueiredo, em tempos de excesso de telas e pouco convívio presencial, a palhaçaria se torna ferramenta de formação humana. “O circo devolve à infância o olhar no olho, o riso compartilhado e a imaginação coletiva. A criança não é espectadora passiva: ela participa, reage e cria junto”, afirma.
Com dramaturgia, cenografia e atuação assinadas pela própria artista, o projeto também reúne Marcelo Leite (produção e sonoplastia), Breno Lucas (mídias sociais), Edner Gustavo (iluminação) e Arruda Comunicação (assessoria).
Entre gargalhadas e improvisos, o “Mixi pela Cidade” reforça que levar arte aos territórios é mais do que entretenimento: é garantir acesso, fortalecer identidades e construir futuro por meio da cultura.
Rosa Vasconcelos, Planews
Informações: Lucas Arruda
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