Mudança amplia acesso a medicamentos, mas exige adaptação e estratégia das farmácias de bairro
A Lei nº 15.357 já está em vigor e promete mudar a dinâmica do setor farmacêutico no país. A nova legislação autoriza a instalação de unidades farmacêuticas dentro de supermercados, com a proposta de facilitar o acesso da população a medicamentos e ampliar os pontos de atendimento ao consumidor.
A medida, no entanto, também acende um sinal de atenção para o universo dos pequenos negócios. Em um país que reúne cerca de 105 mil farmácias, a nova realidade impõe desafios, mas também abre espaço para reposicionamento e fortalecimento das farmácias de bairro.
Regras rígidas para funcionamento
Apesar da abertura do mercado, a legislação estabelece critérios específicos para garantir a segurança sanitária e a correta comercialização dos medicamentos dentro dos supermercados.
Entre as exigências previstas estão:
- Espaço físico exclusivo e delimitado, separado das áreas de venda de alimentos;
- Presença obrigatória de farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento;
- Controle na liberação dos medicamentos, que só poderão sair do balcão após o pagamento ou em embalagens lacradas e devidamente identificadas até o caixa.
As medidas buscam assegurar que o serviço farmacêutico dentro dos supermercados mantenha os mesmos padrões de qualidade, responsabilidade técnica e segurança exigidos das farmácias tradicionais.
Concorrência aumenta, mas farmácia de bairro mantém vantagens
Com a entrada dos supermercados no setor, a concorrência tende a crescer. Ainda assim, especialistas avaliam que os pequenos empreendedores continuam com vantagens competitivas difíceis de serem reproduzidas em grandes operações.
Para o analista de competitividade do Sebrae, Flávio Petry, o diferencial das farmácias de bairro está na relação construída com o consumidor.
“O atendimento humanizado e a proximidade física são os maiores ativos do pequeno negócio. A farmácia de bairro não vende apenas o remédio, ela vende confiança e conveniência imediata.”
Na prática, a experiência personalizada, a confiança no atendimento e a agilidade no dia a dia seguem como pontos fortes do pequeno varejo farmacêutico, especialmente em bairros e comunidades onde a relação com o cliente é mais próxima.
Pequeno empreendedor precisa investir em diferenciais
Diante do novo cenário, a recomendação é que os pequenos empresários foquem em estratégias capazes de reforçar sua competitividade e ampliar a fidelização dos clientes.
Entre os principais caminhos apontados por especialistas estão:
1. Digitalização do atendimento
Ferramentas como WhatsApp e atendimento online podem tornar a comunicação mais rápida, facilitar pedidos e oferecer suporte imediato ao consumidor.
2. Delivery mais ágil
A logística local pode ser uma grande vantagem para farmácias menores, permitindo entregas rápidas e atendimento mais eficiente do que o de grandes redes ou estruturas mais burocráticas.
3. Programas de fidelização
Criar ações de relacionamento, promoções personalizadas e benefícios para clientes recorrentes pode fortalecer o vínculo com a comunidade e garantir preferência de compra.
Mudança pode impulsionar profissionalização do setor
Mais do que uma ameaça, a nova legislação pode representar um ponto de virada para o pequeno varejo farmacêutico. A necessidade de adaptação tende a impulsionar melhorias na gestão, no atendimento e na experiência do cliente.
Na avaliação do site Planews, a presença de farmácias em supermercados não deve ser encarada como o fim das unidades locais, mas sim como um movimento de mercado que pode acelerar a modernização do setor.
Para os pequenos empreendedores, o momento é de atenção, estratégia e inovação. Em um ambiente mais competitivo, sobreviverá quem conseguir entregar não apenas produto, mas também proximidade, confiança e conveniência.
Redação Planews
Fonte: Conecte MS
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