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Limite salarial para médicos gera debate e reduz vencimentos no serviço público

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Uma medida adotada pelo Governo de Mato Grosso do Sul passou a limitar os salários de médicos que atuam no serviço público estadual e municipal. Com a nova regra, a remuneração máxima fica estabelecida em R$ 27 mil mensais, impactando profissionais que, somando plantões e gratificações, chegavam a receber até R$ 73 mil por mês.

A decisão faz parte de um pacote de ajustes administrativos com foco na contenção de despesas e no equilíbrio das contas públicas. A mudança atinge principalmente médicos que acumulavam ganhos elevados por meio de contratos temporários, plantões extras e jornadas ampliadas, especialmente nas áreas de urgência, emergência e especialidades médicas.

Segundo o governo, a adequação segue critérios legais relacionados ao teto constitucional do funcionalismo público e busca evitar distorções salariais dentro da administração. A medida também se aplica a profissionais vinculados a municípios que recebem recursos estaduais para custeio da saúde.

A decisão, no entanto, provocou reação entre representantes da categoria médica. Entidades afirmam que a limitação pode desestimular profissionais a assumirem plantões em regiões com maior demanda ou em cidades do interior, onde já há dificuldade para fixação de médicos.

O tema segue gerando debate entre autoridades e representantes da classe, enquanto possíveis medidas administrativas e jurídicas ainda são avaliadas.

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