O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), voltou a cumprir mandados relacionados a um esquema de fraudes em processos licitatórios e contratos públicos envolvendo a Prefeitura de Coronel Sapucaia e empresas ligadas a um grupo familiar da região.
A ação, denominada Operação “Mão Dupla”, é considerada a segunda fase da Operação Pretense, iniciada em 2024 para investigar irregularidades no uso de recursos públicos e favorecimento em licitações no município.
📍 O que aconteceu
- Foram cumpridos 40 mandados em várias cidades do interior do estado, incluindo Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó.
- As ordens judiciais incluíram:
✓ 23 mandados de busca e apreensão;
✓ 13 medidas cautelares diversas (como proibição de acesso à prefeitura e monitoramento eletrônico);
✓ 2 mandados de busca pessoal e
✓ 2 mandados de suspensão do exercício de função pública.
📌 O que é investigado
O GAECO aponta que o esquema envolvia fraude a licitações e contratos públicos, peculato-desvio de recursos, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos, com participação de agentes políticos, secretários, servidores e empresários que atuaram junto ao município.
Em 2024, na primeira fase da Operação Pretense, já haviam sido cumpridos mandados na Prefeitura de Coronel Sapucaia e em empresas do grupo familiar — incluindo uma que, segundo o MP, não tinha sede, patrimônio ou funcionários reais, mas foi contratada para uma obra no hospital municipal.
📍 Nome da Operação
O nome “Mão Dupla” foi escolhido em referência a uma expressão usada por um dos investigados ao negociar contratações públicas ilegais:
“Você me ajuda que eu te ajudo”.











