A DHL Global Forwarding, divisão da DHL especializada no agenciamento de cargas, está implementando um modelo de hubs no Brasil. Os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, ambos no Estado de São Paulo, passam a servir como gateways estratégicos para a companhia, e o País atua como centro de distribuição de cargas entre Ásia, Europa e Américas.
Historicamente, cargas vindas da Ásia ou da Europa com destino aos países do Cone Sul costumavam ser enviadas via Miami, nos Estados Unidos, a partir de onde eram redistribuídas. O novo modelo altera essa lógica, aproveitando a localização geográfica, a infraestrutura aeroportuária e conectividade aérea do Brasil.
“O Brasil está pronto para ser o protagonista logístico da região e assumir um papel cada vez mais proeminente no cenário logístico global. Temos a infraestrutura para operações complexas e uma localização que nos permite oferecer tempos de trânsito competitivos com os grandes gateways globais”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding para o Brasil.
A expectativa é de um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o final de 2026 com foco na inteligência de malha. Isso significa que a companhia vai ampliar o uso da vasta conectividade brasileira para abastecer mercados na América Latina com maior agilidade. O modelo já demonstra ganhos de eficiência, com metas de otimização operacional que vão de 10 a 30%.
O foco é o transporte de carga geral e seca, atendendo indústrias que exigem rigor técnico e velocidade, como as de Tecnologia, Automotivo, Engenharia e Manufatura e Óleo e Gás, segmentos que tendem a capturar os maiores ganhos de eficiência e competitividade com o novo modelo de consolidação regional.
“Ao manter a carga dentro da zona alfandegária, diferentemente do que ocorre em outros gateways globais, a DHL reduz drasticamente o manuseio e os riscos associados, fatores críticos para mercadorias de alto valor agregado. A operação torna-se mais ágil e digital com soluções que permitem gerenciar o trânsito internacional de forma segura e padronizada”, diz a empresa, em nota.
Para o mercado, o principal atrativo é a competitividade tarifária. “O Brasil tem uma frequência aérea superior a 600 voos internacionais mensais, o que nos permite otimizar rotas”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da companhia.
Imagem: Divulgação
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