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Com 93 milímetros de chuva, temporal causa alagamentos, transbordamento de córregos e transtornos em Campo Grande

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Campo Grande registrou 93 milímetros de chuva acumulada nas últimas 12 horas, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A forte chuva que atingiu a Capital na noite de quarta-feira (12) provocou alagamentos, transbordamento de córregos e prejuízos em diversos pontos da cidade.

De acordo com o monitoramento meteorológico, a estação da Vila Santa Luzia foi a que registrou o maior volume de chuva, com 93,2 mm. Na região sul, a UPA Aparecida Gonçalves contabilizou 78,2 mm, e a do Santo Amaro, 63,6 mm. Os ventos chegaram a atingir 15 km/h, segundo o satélite Zoom Earth.

O Inmet e o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) emitiram alertas de tempestade para Campo Grande e outras regiões do Estado, com previsão de chuvas entre 60 e 100 milímetros por hora e ventos de até 100 km/h. Há risco de queda de energia elétrica, destelhamentos, queda de árvores, alagamentos e danos em plantações.

Segundo o Cemtec, as condições atmosféricas atuais — caracterizadas pelo transporte de calor e umidade, formação de áreas de baixa pressão e a passagem de um cavado — favorecem a ocorrência de chuvas intensas e tempestades. A presença de uma frente fria oceânica também contribui para a instabilidade climática, que deve persistir até sábado (15).

Ocorrências e estragos

O temporal provocou diversos incidentes na noite de quarta-feira. Na rotatória da Avenida Ernesto Geisel com a Euler de Azevedo, um motociclista quase foi arrastado pela correnteza e foi resgatado por dois homens, conforme mostram vídeos enviados por moradores.

Na Rua Chaadi Scaff, cruzamento com a Avenida Joaquim Murtinho, a enxurrada foi tão forte que derrubou a grade de proteção da Praça Itanhangá e arrastou veículos, causando prejuízos materiais.

O Córrego Segredo também transbordou, agravando os alagamentos em áreas próximas. Moradores registraram a força da água em vídeos no cruzamento da Ernesto Geisel com a Rua João Rosa Pires, na região central.

Outros pontos afetados incluem a Avenida Marajoara, nas proximidades do condomínio Rui Pimentel, e a Comunidade Esperança, onde a água invadiu barracos. Também foram registrados alagamentos na Avenida Euclides da Cunha.

Apesar dos transtornos e prejuízos, não há registro de feridos até o momento.

A Defesa Civil Municipal segue em alerta e orienta a população a evitar áreas de risco, não transitar em vias alagadas e procurar abrigo seguro durante tempestades. O órgão reforça que está em plantão 24 horas para atendimento e monitoramento das ocorrências.

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