O ex-deputado federal Edson Giroto deve voltar ao cenário político na eleição do próximo ano em Mato Grosso do Sul. Após um longo período fora da vida política, desde que deixou o mandato na Câmara, Giroto deve voltar a concorrer a uma cadeira no legislativo federal no próximo ano.
Amigo antigo do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, Giroto deve concorrer ao cargo no partido. Ele era filiado ao Partido da República (PR), que depois passou a se chamar PL.
Edson Giroto foi filiado ao PR até 2011, quando deixou o partido para concorrer à Prefeitura de Campo Grande pelo PMDB, comandado pelo padrinho político dele, André Puccinelli.
A estratégia não deu certo. Após 20 anos de hegemonia, o PMDB perdeu o comando da Capital. Na sequência, o partido perdeu o Governo do Estado, com a derrota de Nelsinho Trad.
Após as derrotas, Giroto e o padrinho, André Puccinelli, passaram por períodos difíceis e chegaram a dividir a famosa “cela 17”, no Centro de Triagem Anísio Lima, complexo prisional localizado na Saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Giroto ficou preso por mais de três anos.
Recentemente, o ex-deputado foi absolvido em uma das denúncias da Operação Lama Asfáltica, que apontava fraude na pavimentação da MS-357. Na decisão, o juiz Roberto Ferreira Filho considerou que a perícia não servia como prova, porque o laudo não era conclusivo por conta do tempo entre a execução dos serviços e a inspeção.