A DHL prevê elevar de cerca de 600 milhões de euros, em 2025, para 3 bilhões de euros até 2030 a receita global gerada por soluções logísticas voltadas ao setor de energia renovável. A meta faz parte da estratégia de crescimento da companhia e acompanha o avanço da transição energética e a demanda por cadeias de suprimentos mais resilientes e menos dependentes de combustíveis fósseis.
Para atender a esse mercado, a empresa combina competências de suas três divisões — Express, Global Forwarding e Supply Chain — em soluções que abrangem diferentes etapas da cadeia, do transporte de componentes e infraestrutura à distribuição, manutenção, logística reversa e descomissionamento.
“A transição energética está criando novas demandas para as cadeias de suprimentos, especialmente em setores que dependem do transporte de equipamentos de grande porte, componentes de alto valor e materiais que exigem cuidados específicos. No Brasil, esse movimento abre oportunidades importantes para uma logística cada vez mais especializada e integrada, capaz de acompanhar o crescimento desses mercados”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no Brasil.
A atuação contempla oito segmentos relacionados à transição energética, entre eles combustíveis alternativos, sistemas de armazenamento de energia por baterias, veículos elétricos e suas baterias, hidrogênio, infraestrutura de redes elétricas e geração de energia solar e eólica.
Uma das frentes de crescimento é a energia eólica, que demanda transporte rápido de peças de reposição e soluções para atender parques instalados em locais remotos. Nesse segmento, a DHL oferece serviços com horários programados, requisitos específicos de distribuição e operações de troca e devolução. A solução está disponível em 22 países e territórios da Europa, com previsão de expansão para outros mercados.
“A transição energética exige que a logística seja considerada desde a concepção dos projetos, e não apenas na etapa de movimentação dos equipamentos. Ao integrar o planejamento logístico às decisões do negócio, é possível antecipar riscos, criar alternativas para momentos críticos e sustentar a expansão das operações com mais previsibilidade. Esse será um diferencial para as empresas que pretendem crescer em um mercado marcado por novos investimentos e exigências operacionais específicas”, ressalta Plínio Pereira, CEO da DHL Supply Chain no Brasil.
A companhia conta com mais de 1.100 centros de armazenamento avançado no mundo e realiza entregas de peças de reposição em até quatro horas para cerca de 88% dos parques eólicos globais. A estrutura busca reduzir o tempo de parada dos equipamentos e dar suporte à manutenção das operações.
No Brasil, a DHL oferece soluções integradas de armazenagem e transporte, além de serviços de Inbound to Manufacturing, voltados à intralogística, ao abastecimento de linhas de produção e às transferências entre unidades. A governança de Lead Logistics Provider (LLP) também permite coordenar diferentes etapas da cadeia logística.
Globalmente, a empresa possui mais de 20 centros especializados no armazenamento e transporte de baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. As instalações contam com isolamento térmico para proteger as cargas de temperaturas extremas, umidade, choques térmicos e condensação.
Imagem: Divulgação
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