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IA autônoma deve mudar logística e trabalho na próxima década, diz DHL

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A Inteligência Artificial começa a assumir tarefas que até pouco tempo dependiam de profissionais nas operações de logística do varejo. Em vez de apenas indicar uma rota, organizar informações ou ajudar na previsão de demanda, sistemas mais recentes já conseguem avaliar alternativas, tomar decisões e executar ações a partir de objetivos definidos. Em centros de distribuição e no transporte, a tecnologia passa a dividir espaço com robôs, dispositivos vestíveis e ferramentas que acompanham o trabalho em tempo real.

Segundo a oitava edição do DHL Logistics Trend Radar, a tecnologia também começa a mudar o trabalho das equipes. Tarefas repetitivas, como movimentação de produtos, conferência e separação de pedidos, podem ser feitas por máquinas e sistemas. Aos funcionários ficam atividades como acompanhar a operação, lidar com exceções e resolver problemas que surgem no dia a dia.

“As cadeias de suprimentos estão mudando mais rápido do que nunca, já que as tendências de IA e força de trabalho se influenciam mutuamente”, afirma Katja Busch, diretora comercial da DHL e responsável pela DHL Customer Solutions & Innovation. “As organizações que se destacarão serão aquelas que entendem essas mudanças desde cedo e conseguem convertê-las em vantagens práticas para seus negócios e seus colaboradores.”

IA começa a tomar decisões na operação

Um dos pontos destacados pelo relatório é a chamada agentic AI, tecnologia que permite que sistemas recebam um objetivo, avaliem as etapas necessárias e tomem decisões para chegar ao resultado.

Na logística, isso pode significar identificar uma possível falta de produtos, alterar uma rota diante de um problema ou ajustar a capacidade de transporte de acordo com as condições da operação.

O estudo também cita o AI analytics, usado para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, fazer previsões e recomendar ações. Para o varejo, essas ferramentas podem ser usadas em atividades como planejamento de estoques, previsão de demanda e organização do transporte, áreas que precisam acompanhar as vendas e a movimentação dos pedidos.

“Até agora, a IA ajudou as pessoas a realizar tarefas de forma mais eficiente. O próximo capítulo é sobre ação. Estamos entrando em uma era de IA autônoma e física, onde sistemas inteligentes podem perceber ativamente o mundo, navegar em ambientes complexos e tomar decisões com mínima intervenção humana”, afirma Klaus Dohrmann, vice-presidente de Inovação e Pesquisa de Tendências da DHL Customer Solutions & Innovation.”

Robôs assumem tarefas repetitivas

A automação também começa a mudar o trabalho realizado nos centros de distribuição e em outras operações logísticas. O relatório cita robôs colaborativos, dispositivos vestíveis, operações remotas e assistentes de trabalho baseados em IA. Essas ferramentas podem ajudar na movimentação e na separação de produtos, no acompanhamento das atividades e em tarefas que exigem coleta e consulta de informações.

Para os funcionários, a rotina pode mudar conforme máquinas e sistemas assumem parte das atividades repetitivas. O trabalho passa a envolver mais acompanhamento da operação, atendimento e solução de problemas que não podem ser resolvidos automaticamente.

“A tecnologia está transformando a forma como trabalhamos, porém, as pessoas continuam sendo a força que impulsiona cada cadeia de suprimentos bem-sucedida. Já estamos vendo assistentes de IA, dispositivos wearable e robôs colaborativos ajudando colaboradores a trabalhar com mais segurança, reduzir tarefas repetitivas e focar em atividades de maior valor”, afirma Thomas Ogilvie, diretor de Recursos Humanos do Grupo DHL.

Segurança acompanha uso da Inteligência Artificial

Com a Inteligência Artificial participando de decisões relacionadas a estoques, demanda e transporte, segurança e controle dos sistemas passam a acompanhar a adoção da tecnologia.

O relatório inclui AI ethics e cybersecurity 2.0 entre as tendências que devem ganhar espaço nas empresas, com foco no uso responsável da IA, na proteção de dados e na supervisão das decisões tomadas por sistemas automatizados.

Sustentabilidade continua entre as prioridades

Descarbonização, combustíveis sustentáveis, circularidade e eletrificação de veículos leves e pesados aparecem entre as tendências acompanhadas pelo estudo. A empresa cita a expansão de frotas elétricas, o uso de combustíveis alternativos e mudanças nos modelos de operação para reduzir o consumo de recursos e as emissões.

Imagem: Envato

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