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Investigação aponta infanticídio em caso de bebê achado em lixeira em Ponta Porã

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Polícia conclui inquérito e aponta ato infracional de adolescente de 17 anos; MPMS analisa relatório.

A Polícia Civil de Ponta Porã finalizou a apuração sobre o recém-nascido localizado sem vida em uma lixeira, classificando o caso como ato infracional equivalente a infanticídio, cometido pela mãe, de 17 anos.

O corpo foi descoberto por garis em 21 de abril, na Rua Vasco da Gama, bairro Jardim Primavera. Laudos periciais indicaram que a criança nasceu viva, mas a causa da morte não pôde ser determinada.

A defesa da jovem argumenta que ela ignorava a gestação e que o bebê já veio a óbito, versão rebatida pela polícia após depoimentos de familiares e análise de câmeras de segurança.

Nesta segunda-feira (1º), a corporação encaminhou o relatório ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que decidirá os próximos passos.

O enterro do bebê ocorreu em 29 de maio, no Cemitério Público São Vicente de Paula, em Ponta Porã, após liberação judicial. O pai da criança e parentes acompanharam a cerimônia.

Segundo o advogado da adolescente, ela não tinha ciência da gravidez. Ele relata que a jovem passou mal em casa, foi ao banheiro com dores e deu à luz ali, mas o bebê já teria nascido morto.

O advogado acrescenta que os pais não perceberam o parto. Ao encontrarem a filha ferida, com sinais de automutilação, a levaram ao hospital, onde médicos constataram o parto recente.

O recém-nascido foi achado por coletores de lixo durante serviço rotineiro. A polícia informou que o corpo estava dentro de uma lixeira em frente a uma residência, enrolado em um casaco e com manchas de sangue.

A Polícia Militar isolou a área para a perícia. O laudo pericial confirmou que a criança nasceu viva, mas a causa mortis foi considerada indeterminada.

O delegado Ítalo Teixeira afirmou que o bebê já estava morto há várias horas quando foi encontrado. A investigação ouviu a adolescente, seus pais e o pai do bebê, cujo envolvimento foi descartado.

Imagens de câmeras de segurança foram analisadas para esclarecer como o corpo foi parar na lixeira.

A defesa questionou o laudo na época do depoimento, alegando falta de provas para caracterizar infanticídio. A Polícia Civil contestou essa versão.

Com informacoes de g1ms.

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