Senadora Tereza Cristina (PP-MS) cobra governo por renegociação de dívidas rurais em meio a “tempestade perfeita” de custos e clima, sob risco de alta nos alimentos.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) intensificou a cobrança pelo uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal na renegociação de dívidas do agro, durante evento da FPA (Frente Parlamentar da Agricultura) nesta terça (05/05).
A bancada ruralista pressiona o governo, que resiste à liberação dos recursos previstos em projeto no Congresso.
O PL 5.122/2023, de relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), destina até R$ 30 bilhões para crédito rural com juros baixos e prazos de até 15 anos. Tereza Cristina critica o valor como insuficiente para a crise e defende ampliação para mais produtores.
O Senado busca ajustes, com votação possível na próxima semana se não houver acordo com o Executivo.
“Se o governo quiser, tem de onde tirar. Agora, precisa de vontade política.”
A senadora destaca o boom na receita do petróleo em 2026 como oportunidade fiscal. “Essa receita do pré-sal vai ser muito maior por conta do aumento do barril de petróleo neste ano. Por um lado, a gente perde de um lado com a guerra, porque nós importamos 30% do nosso diesel, mas nós ganhamos muito na nossa exportação de petróleo bruto”, declarou.
Tereza Cristina insiste em fontes variadas de recursos e cobra vontade política. “Se o governo quiser, tem de onde tirar. Agora, precisa de vontade política.”, declarou. Tereza alerta para a “tempestade perfeita” no setor: custos altos, queda de preços de commodities, crédito escasso e clima adverso.
Sem solução rápida, produtores podem parar de plantar a próxima safra, elevando preços de alimentos e ameaçando a segurança alimentar.
Na segunda (04/05), ela se reuniu com os ministros da Agricultura, André de Paula, e da Fazenda, Dario Durigan, que ouviram as demandas. Atrasos, segundo a senadora, encarecerão a renegociação futura, e o tema urge prioridade econômica.
Ela defendeu a combinação de diferentes fontes de recursos para viabilizar a renegociação. “Se o governo quiser, tem de onde tirar. Agora, precisa de vontade política.”, declarou. A senadora alertou que o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”, com aumento de custos, queda de preços das commodities, dificuldades de crédito e problemas climáticos.
Segundo ela, sem uma solução imediata, produtores podem ficar impedidos de plantar a próxima safra, o que pode comprometer a produção e pressionar os preços dos alimentos.
A Senadora Tereza Cristina também disse que o atraso na resposta pode elevar ainda mais o custo da renegociação no futuro e defendeu que o governo trate o tema como prioridade, diante dos impactos para a segurança alimentar e para a economia.
Com informações do Portal Poder 360º
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