Enquanto a conta de luz drena o bolso do sul-mato-grossense, a concessionária entrega um serviço digno do século XIX. Uma audiência pública na Assembleia Legislativa tenta, mais uma vez, lançar luz sobre o descaso estrutural da empresa.
O Mato Grosso do Sul vive sob uma ironia elétrica de alta voltagem: pagamos uma das tarifas mais caras do Brasil para usufruir de um serviço que oscila como uma lâmpada queimada. A Energisa, que detém o monopólio da distribuição no Estado, parece ter confundido “prestação de serviço essencial” com um “teste de paciência coletiva”.
Nesta última quarta-feira (25), a Assembleia Legislativa (ALEMS) abriu as portas para discutir o óbvio: por que, em um estado que é potência agroindustrial, o produtor de leite perde sua carga e o avicultor vê sua produção sufocar por falta de energia?
O “Show de Horrores”
O deputado Pedro Caravina (PSDB) e outros parlamentares, como Paulo Corrêa e Gerson Claro, ecoam um sentimento que atravessa o Estado, do Lagoa Itatiaia aos confins das áreas rurais: a Energisa é rápida para faturar, mas lenta para consertar.
- O Apagão da Dignidade: No Loteamento Santa Cruz do Pontal, famílias ficaram dias sem água potável (que depende de bombas elétricas) e perderam estoques de alimentos. A resposta da empresa? Protocolos vazios e a “mentira institucional” de que o serviço fora normalizado enquanto as lâmpadas seguiam apagadas.
- A “Tradição” da Oscilação: Em bairros como o Flamboyant, o som ambiente não é mais o dos pássaros, mas o ronco dos geradores de empresas privadas que, por não confiarem na rede da Energisa, precisam fabricar sua própria energia para não fechar as portas.
- O Mistério dos Relógios: A CPI da Energisa já revelou discrepâncias assustadoras, com casos em que a medição da concessionária apontou erros diversos.
Agências Reguladoras
A indignação não poupa a AGEMS e a ANEEL. A fiscalização dessas agências tornou-se figurativa, quase decorativa. É inadmissível que uma concessionária opere com níveis de eficiência tão vergonhosos sem sofrer sanções que realmente pesem no bolso dos acionistas.
“A paciência esgotou. Não pedimos favores; exigimos o produto pelo qual pagamos caro. Transparência não é opcional, é obrigação contratual”, afirma o manifesto de repúdio da Rede Top FM, que também se tornou refém da instabilidade técnica da rede.
Até quando o MS ficará à luz de velas?
A audiência pública desta quarta-feira não pode ser apenas um palco para “respostas protocolares” de técnicos engravatados da Energisa e da Elektro. A sociedade exige a revisão dos termos da concessão. Não se trata apenas de oscilação de voltagem; trata-se de um curto-circuito no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul.
Se a Energisa não consegue sustentar a operação básica de uma rádio, de um setor leiteiro ou de uma residência comum, talvez seja hora de admitir que o modelo de gestão atual está, literalmente, queimado.
Onde reclamar:
Se você cansou de ser ignorado pela Energisa, não pare no SAC da empresa. Registre sua queixa formal no Procon, na ANEEL e utilize o canal da Ouvidoria.
- WhatsApp Energisa: (67) 99980-0698
- App: Energisa ON
- www.reclameaqui.com.br
- www.agems.com.br
- www.procon.ms.gov.br
Fonte: Brasil News1
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