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“A periferia é putaria 24 horas”, diz Carlinhos Maia ao tentar defender Hytalo Santos, preso por exploração sexual de menor

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Durante participação no podcast “PodDelas”, o influenciador Carlinhos Maia falou abertamente sobre a prisão do também criador de conteúdo Hytalo Santos e do marido, Israel Vicente, detidos sob acusações graves, incluindo tráfico de pessoas e exploração sexual infantil. Ao abordar o tema, Carlinhos disse ter uma visão “mais fria” em relação à conduta de Hytalo com os adolescentes de sua turma.

“Cara, é um caso do Nordeste. Eu acho que se essas acusações de tráfico de crianças, se todas essas coisas forem verídicas, aí ele se f*** pra p*** que pariu. Óbvio. Mas se dentro dessa questão for aquela coisa de filmar as vizinhas, as crianças, eu tenho uma opinião mais fria de quem viveu a comunidade. Principalmente no Nordeste”, afirmou o influenciador, ressaltando que muitas críticas partem de quem desconhece a realidade das periferias.

Carlinhos explicou que, em sua visão, há um distanciamento entre o julgamento público e o contexto social vivido por quem cresce em comunidades nordestinas. Ele apontou que certos comportamentos, hoje vistos como problemáticos, estão inseridos em um ambiente cultural marcado pela exposição precoce a músicas e conteúdos de duplo sentido.

“As pessoas estão desconectadas do que é a periferia. A periferia, de fato, é a putaria 24 horas, porque os pais colocam para os filhos ouvirem música de escracho o tempo todo. Você entendeu? Então, você não pode cobrar de um influenciador de alguém aquilo que você faz o tempo todo”, disse.

O humorista também sugeriu que a prisão de Hytalo pode estar servindo a interesses que vão além da busca por justiça.

“Tem que ver até que ponto não estão usando um bode expiatório pra dizer que resolveram um problema, quando na verdade é muito mais profundo do que colocar um influenciador na cadeia”, finalizou.

O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, foram presos no dia 15 de agosto, em Carapicuíba (SP), e posteriormente transferidos, no dia 28 do mesmo mês, para o presídio do Róger, em João Pessoa (PB).

Ambos respondem a um processo que tramita na Comarca de Bayeux, na Paraíba, sob acusações previstas no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como exploração sexual de adolescentes, tráfico de pessoas e produção de conteúdo sexualizado com menores.

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