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Cesta básica sobe 1,55% em Campo Grande em setembro, aponta Dieese

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Campo Grande está entre as capitais brasileiras onde o preço do conjunto de alimentos básicos aumentou em setembro deste ano. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Conab, a alta foi de 1,55% na comparação com agosto.

O resultado vai na contramão do cenário nacional: das 27 capitais pesquisadas, 22 registraram queda no preço da cesta básica no período, enquanto apenas cinco tiveram aumento — entre elas Campo Grande, Curitiba, Vitória, Porto Alegre e Macapá.

Com a variação de 1,55%, Campo Grande teve a maior alta entre as capitais da região Centro-Oeste. Apesar do aumento, a capital sul-mato-grossense continua com valor intermediário da cesta básica entre as capitais do país. O Dieese não divulgou no levantamento o preço exato da cesta em Campo Grande, mas destacou que capitais do Sudeste seguem com os maiores custos, como São Paulo (R$ 842,26), Porto Alegre (R$ 811,44) e Rio de Janeiro (R$ 799,22).

Produtos que mais subiram de preço em Campo Grande

Entre os itens que mais pesaram no bolso do consumidor campo-grandense está o café em pó, que subiu 4,32% em setembro — uma das maiores altas entre todas as capitais pesquisadas.

Já o preço do tomate, que apresentou forte queda em quase todas as capitais do país, recuou apenas 3,32% em Campo Grande, abaixo da média nacional. Em Palmas, por exemplo, o produto chegou a cair 47,61%.

Outros itens como carne bovina, óleo e leite também seguem com variações influenciadas pelo clima, custo de produção e transporte.

Com base no valor da cesta mais cara do país, encontrada em São Paulo, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas em setembro deveria ser de R$ 7.075,834,66 vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.518. O cálculo leva em conta os gastos com alimentação, moradia, saúde, educação e transporte.

Apesar de o país registrar tendência de estabilidade nos alimentos, a pesquisa revela que o consumo ainda segue pressionado, especialmente entre as famílias de menor renda.

O Dieese orienta os consumidores a comparar preços e substituir produtos quando necessário para equilibrar o orçamento doméstico. Feiras livres e compras em atacarejos ainda são as estratégias mais usadas pelas famílias campo-grandenses para economizar.

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