O mercado de trabalho brasileiro atingiu novos recordes no trimestre encerrado em agosto, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE.
A taxa de desocupação ficou em 5,6%, repetindo o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. No mesmo período de 2024, o índice estava em 6,6%. O país tinha, ao fim de agosto, 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente já registrado.
O número de pessoas ocupadas chegou a 102,4 milhões, e o nível de ocupação atingiu 58,1% da população em idade de trabalhar — também o mais alto da série histórica.
O total de empregados com carteira assinada alcançou 39,1 milhões, número recorde, com crescimento de 1,2 milhão em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o IBGE, a expansão do setor público, especialmente na educação básica, contribuiu para a queda na desocupação, com contratações temporárias em prefeituras.
A taxa de informalidade ficou em 38%, ligeiramente acima dos 37,8% do trimestre anterior, impulsionada pelo aumento do trabalho por conta própria sem CNPJ, que atingiu 19,1 milhões de pessoas.
O rendimento médio real foi de R$ 3.488, praticamente estável frente ao trimestre anterior, mas com aumento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2024. A massa de rendimentos atingiu R$ 352,6 bilhões, crescimento de 5,4% em um ano.
Mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano — maior patamar desde 2006 —, os números indicam um mercado de trabalho forte e aquecido, segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill.
“Estamos em níveis recordes de baixa desocupação e alta ocupação, sinais de um mercado de trabalho sólido, bom para o trabalhador”, afirmou.











